PROBLEMA DE EXPRESSÃO

As palavras da fuga do bandido

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Ali em baixo, o Nuno (infelizmente sem link) deixou este comentário. Ora há coisas que não podem estar escondidas e muito menos perdidas. Obrigada Nuno.

O caos das palavras da fuga do bandido: um exemplo do que permite: com uma pequena ponte – ou outra forma de problema de expressão:

Farto das mesmas queixas do mesmo caderno; farto da caneta que me leva ao Inferno.

Ela é a melhor das canções que eu não fiz para estar no que existe à sua volta.

Os loucos não têm muros: o limite da soma é o vazio; na rua patética que está sempre a fugir do tempo que passa.

Não sou luz da Serra nem sombra da luz nem sombra da noite; talvez murmúrio de rio dos sete raios de sol que queimaram o sonho: que não é mais do que rescaldo.

Estou feliz por estar contigo no momento em que eu procuro uma flor que queira ver crescer.

Posso cantar-te em verso ou em jeito de lenda?

Pensa em algo de bom: o mar já nos olhos. As nossas ideias são suspiros da terra, presas na tensão, da nossa atenção ao vazio; são as nossas mãos presas aos anéis da razão e do frio; são as nossas mãos presas nos anéis da paixão e do tédio: luar demolido.

Noções para viver sem ti, do principio da guerra, devorando o esforço ao penetrar no dorso do rio das plantas da terra a chamar por mim.

Não tens que dar o teu sorriso, nem esgotar o teu juízo assim: a lavar as mãos do mundo que não lavou as tuas.

Quem me quer mudar não me quer conhecer.

Eu não tenho nada meu: os cães içados do mar escalam as rochas, os dialectos soltos perderam-se na esplanada dos dias que já não são de ouro.

Foi no teu amor que algo se perdeu.

Não tens que ver, já nem sequer de amar: imaginei um abraço: o meu queixo pousado no teu ombro e eu viajando no teu perfume pelos trilhos do silêncio: homem só, cerveja na mão; guitarra na boca, carros a gritar convidando-me para morrer: prefiro não olhar; a chuva nos meus dedos lembra-me para me esconder.

Chego à casa onde ninguém quer morar, com os pés prontos para não entrar; vejo-me a correr para o fim.

Os corredores perderam as certezas: não maltratam a paz: – olhem para a verdade!: ela como o Sol, pode cegar; é antiga e muitas são as formas de a sentir – quando tivermos força para calar, talvez haja tempo para escutar.

Falso Graal.

A dor de ter de errar: o mergulho de regresso.

Vou abrindo ao medo as minhas mãos.

 

Edit: a pedido de várias famílias habemus link do Nuno 🙂

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