Charadas?!
Junho 29, 2009Músicas para os meus dias
Junho 26, 2009
Bebe “Me fui”
… Me fui porque estava tan cerca, casi tan cerca que no pude ver, lo que tengo cerca de mis ojos..
Da ausência e da falta…
Junho 26, 2009“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba de mim.”
Carlos Drummond de Andrade
1958-2009
Junho 26, 2009
Michael Jackson sempre quis ser imortal. Apesar de todos escândalos, excentricidades e contradições, conseguiu-o! Siga a música!
As palavras da fuga do bandido
Junho 22, 2009Ali em baixo, o Nuno (infelizmente sem link) deixou este comentário. Ora há coisas que não podem estar escondidas e muito menos perdidas. Obrigada Nuno.
O caos das palavras da fuga do bandido: um exemplo do que permite: com uma pequena ponte – ou outra forma de problema de expressão:
Farto das mesmas queixas do mesmo caderno; farto da caneta que me leva ao Inferno.
Ela é a melhor das canções que eu não fiz para estar no que existe à sua volta.
Os loucos não têm muros: o limite da soma é o vazio; na rua patética que está sempre a fugir do tempo que passa.
Não sou luz da Serra nem sombra da luz nem sombra da noite; talvez murmúrio de rio dos sete raios de sol que queimaram o sonho: que não é mais do que rescaldo.
Estou feliz por estar contigo no momento em que eu procuro uma flor que queira ver crescer.
Posso cantar-te em verso ou em jeito de lenda?
Pensa em algo de bom: o mar já nos olhos. As nossas ideias são suspiros da terra, presas na tensão, da nossa atenção ao vazio; são as nossas mãos presas aos anéis da razão e do frio; são as nossas mãos presas nos anéis da paixão e do tédio: luar demolido.
Noções para viver sem ti, do principio da guerra, devorando o esforço ao penetrar no dorso do rio das plantas da terra a chamar por mim.
Não tens que dar o teu sorriso, nem esgotar o teu juízo assim: a lavar as mãos do mundo que não lavou as tuas.
Quem me quer mudar não me quer conhecer.
Eu não tenho nada meu: os cães içados do mar escalam as rochas, os dialectos soltos perderam-se na esplanada dos dias que já não são de ouro.
Foi no teu amor que algo se perdeu.
Não tens que ver, já nem sequer de amar: imaginei um abraço: o meu queixo pousado no teu ombro e eu viajando no teu perfume pelos trilhos do silêncio: homem só, cerveja na mão; guitarra na boca, carros a gritar convidando-me para morrer: prefiro não olhar; a chuva nos meus dedos lembra-me para me esconder.
Chego à casa onde ninguém quer morar, com os pés prontos para não entrar; vejo-me a correr para o fim.
Os corredores perderam as certezas: não maltratam a paz: – olhem para a verdade!: ela como o Sol, pode cegar; é antiga e muitas são as formas de a sentir – quando tivermos força para calar, talvez haja tempo para escutar.
Falso Graal.
A dor de ter de errar: o mergulho de regresso.
Vou abrindo ao medo as minhas mãos.
Edit: a pedido de várias famílias habemus link do Nuno
O Governo saíu à rua!
Junho 17, 2009E depois de uma guerra pegada entre wordpress, vimeo e a minha pessoa (da qual saí claramente derrotada) apenas posso dizer que o vídeo pode ser visto aqui e que “Meio bicho e fogo” também pode ser ouvido aqui. Mais informações aqui, aqui e, obviamente, aqui.
Edit:
Obrigada pelo aviso e graças a Deus pelo youtube
O Governo “Meio bicho e fogo”
Do ficar, do partir e… do ficar
Junho 16, 2009
Manuel Cruz “Nunca parto inteiramente”
Nunca parto inteiramente
Vivo de duas vontades
Uma que vai na corrente,
A outra presa à nascente
Fica para ter saudades
Revolução?
Junho 16, 2009
Revolução no Irão. Nas ruas. Mas também revolução digital. No Facebook, no MySpace, na blogosfera, no Twitter, um pouco por toda a internet. Os que tanta esperança e energia depositaram na mudança teimam em não se calar, pese embora o esforço dos opositores. Será que a revolução será apenas virtual?
Hoje não passam os Contemporâneos, mas…
Junho 7, 2009… perante os números da abstenção e face aos valores dos votos brancos e dos nulos verificados nas Europeias, não deixa de ser muito engraçado ouvir os políticos da nação…
Roubar é feio, bem sei… mas, às vezes, é tão tentador…
Junho 5, 2009One Art
The art of losing isn’t hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster,
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn’t hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother’s watch. And look! my last, or
next-to-last, of three beloved houses went.
The art of losing isn’t hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn’t a disaster.
– Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan’t have lied. It’s evident
the art of losing’s not too hard to master
though it may look like (Write it!) a disaster.
Elisabeth Bishop
descaradamente roubado daqui, ao Senhor walter hugo mãe
Retratos de Portugal
Junho 4, 2009Por falar em bodes expiatórios…
Junho 3, 2009De que adianta tentar conciliar os nossos diferentes tempos, gerir os nossos conflitos temporais e hesitar entre o antecipar ou o procrastinar, se a qualquer momento nos deparamos com notícias que nos confrontam hostilmente com coisas, como por exemplo, o “Born in USA” do Bruce Springsteen fazer 25 anos?! Ora, porra!
Publicado por susana 
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