Mais uma semana. O terrorismo voltou e de que maneira. O Sá Fernandes e o Bloco consumaram o divórcio. A Ministra e os professores continuam sob brasas. Parece que o BPP já vai ser salvo (e por alguns bancos que daqui a nada vão pedir dinheiro ao Estado), já há um camelo em Viana do Castelo, o Tony Carreira lança hoje o seu novo CD, já se podem ouvir as novas canções dos Delfins e de futebol parece que não se pode falar.
Valha-nos o fim-de-semana. Agasalhem-se e divirtam-se.
Está uma senhora à minha frente. Reclama contra tudo e contra todos. A responsabilidade e a culpa é sempre dos outros. Os seus problemas são de todos, portanto os outros que os resolvam. Sem esperança de qualquer resultado e (confesso) sem grande convicção, enceto um discurso bonitinho sobre cidadania, responsabilidade partilhada, participação cívica e direitos e deveres dos cidadãos. Nisto, responde-me:
- Deveres do cidadão?????? Eu devia era ter o dever de ir à SIC!
Só 15 mil euros? Sovina! Mas, Senhor Presidente, isto podia ter sido mencionado no tal comunicado, não? E quais terão sido os outros beneficiários da generosidade do senhor? E perante os últimos acontecimentos à volta do “caso BPN”, será que o homem foi mãos-largas ou um unhas-de-fome?
Gosto de pessoas que acreditam. Acreditam nelas próprioas e no que são capazes. Acreditam que fazem, de facto, a diferença. E que são, verdadeiramente, motores de mudança. Acreditam que sabem distinguir o que está mal e o que está bem. Acreditam que sabem o que fazer em qualquer circunstância. Acreditam que fariam mais e melhor. Acreditam em si próprias e nas suas capacidades. A sério. Gosto destas pessoas. Só não percebo porque é que raio tenho de levar com elas logo de manhãzinha…
Semana atípica esta. A segunda, como foi véspera de feriado, valeu como sexta. Na terça fiz de conta que era domingo. A quarta parecia segunda. E hoje, a quinta-feira vale pelos dias todos da semana dado que tenho mil e uma coisas para fazer porque (tcharan!!!!)… nos próximos dias vou estar de férias. Sim, férias, vacances, vacaciones, holidays! São poucos dias, mas é bem melhor que nada. Fiquem bem!
O pessoal da candidatura de McCain ficou chocado com a falta de conhecimentos da governadora do Alaska nos briefings, revelou o editor-chefe de política da conservadora Fox News, Carl Cameron. «Ela não percebia, disseram-me membros do staff de McCain, que África era um continente e não um país e chegou mesmo a perguntar se a África do Sul não era apenas parte de um país», disse Cameron no programa «The O’Reilly Factor». Palin também não conseguia indicar os países envolvidos na NAFTA, a zona de comércio livre na América do Norte, um dos temas importantes da campanha, acrescentou Cameron. As tensões entre a candidata e o staff da campanha de McCain aumentaram e por vezes as discussões acabavam com elementos do staff a chorar, revelou Cameron. Diário Digital
O vitória de Obama foi aclamada por todo o mundo. O “discurso da derrota” de McCain foi admirável. Os apupos dos apoiantes republicanos foram deploráveis. O discurso da vitória de Obama foi unificador. Mas… convenhamos o melhor da noite eleitoral foi mesmo as intervenções e entrevistas feitas pela CNN via holograma!
No meio de tantas sondagens, previsões, projecções, resultados parciais e resultados apurados dei o nó (não no sentido matrimonial do termo). Ou foi de excesso de informação ou de ter estado a ouvir o Pacheco Pereira, o António Costa e o Lobo Xavier agorinha mesmo. Pelo sim, pelo não vou arrumar a cozinha. A esta hora? Sim! Yes, I can!
Daqui por umas horas quantos jornais, quantas televisões, quantas rádios, quantos blogues conseguirão fugir a títulos que envolvam expressões como “Yes, he can!”, “Yes, he will!, “Yes, he did it”, “Black Power”?
Leio (ou será que ouvi? ou será que vi?) algures que Obama foi jogar basquetebol enquanto espera pelos resultados das eleições. Haja alguém que não esteja colado às televisões. Yes, he can!
Por onde andará o frenético e histérico José Rodrigues dos Santos das madrugadas de maratonas televisivas da Guerra do Golfo e da invasão do Iraque? Vê-lo tão calmo é estranho. Será da idade ou de tanto livro?
Estou a fazer um trabalho sobre dinâmica de grupos. A sério. A estas horas. Não é que tenha começado há muito… mas a produtividade tem sido zero (ou mesmo pior). Estou a preparar actividades que, supostamente, promovam (mais ou menos) o trabalho e o espírito de equipa. Como estamos em maratona eleitoral, lembrei-me que essa actividade poderia ser um debate sobre as próprias das eleições norte-americanas. Poderia haver um debate sobre o tema e depois promover-se-ía a discussão, a reflexão, a tomada de decisão, a tomada de perspectiva do outro, a resolução de conflitos, o consenso e outras tretas que tais. Troco impressões com uma colega. Depois de me questinar sobre algumas características do grupo a quem se destina a actividade, depressa me demove desta ideia peregrina. Realmente tendo em conta o grupo que é, rapidamente a conversa descambaria para as mamas da Palin.