Uma pessoa fica um bocado catatónica-sorumbática-macambúzia quando recebe uma mensagem que diz mais ou menos isto: “Faz hoje 16 anos que fomos ao concerto dos Depeche Mode”.
Desculpa? 16 de dezasseis? 16??!!!!
Depeche Mode “It’s no good”
Uma pessoa fica um bocado catatónica-sorumbática-macambúzia quando recebe uma mensagem que diz mais ou menos isto: “Faz hoje 16 anos que fomos ao concerto dos Depeche Mode”.
Desculpa? 16 de dezasseis? 16??!!!!
Depeche Mode “It’s no good”
“A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda”
José Mário Branco
The Airborne Toxic Event “Sometimes around midnight”
(grande, grande sugestão do Nuno, o Descobridor)
U2 “Moment of Surrender”

4 horas e 16 mintos, 5 sets e 77 jogos depois, eis o Campeão!
Bebe “Me fui”
… Me fui porque estava tan cerca, casi tan cerca que no pude ver, lo que tengo cerca de mis ojos..
“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba de mim.”
Carlos Drummond de Andrade

Michael Jackson sempre quis ser imortal. Apesar de todos escândalos, excentricidades e contradições, conseguiu-o! Siga a música!
Ali em baixo, o Nuno (infelizmente sem link) deixou este comentário. Ora há coisas que não podem estar escondidas e muito menos perdidas. Obrigada Nuno.
O caos das palavras da fuga do bandido: um exemplo do que permite: com uma pequena ponte – ou outra forma de problema de expressão:
Farto das mesmas queixas do mesmo caderno; farto da caneta que me leva ao Inferno.
Ela é a melhor das canções que eu não fiz para estar no que existe à sua volta.
Os loucos não têm muros: o limite da soma é o vazio; na rua patética que está sempre a fugir do tempo que passa.
Não sou luz da Serra nem sombra da luz nem sombra da noite; talvez murmúrio de rio dos sete raios de sol que queimaram o sonho: que não é mais do que rescaldo.
Estou feliz por estar contigo no momento em que eu procuro uma flor que queira ver crescer.
Posso cantar-te em verso ou em jeito de lenda?
Pensa em algo de bom: o mar já nos olhos. As nossas ideias são suspiros da terra, presas na tensão, da nossa atenção ao vazio; são as nossas mãos presas aos anéis da razão e do frio; são as nossas mãos presas nos anéis da paixão e do tédio: luar demolido.
Noções para viver sem ti, do principio da guerra, devorando o esforço ao penetrar no dorso do rio das plantas da terra a chamar por mim.
Não tens que dar o teu sorriso, nem esgotar o teu juízo assim: a lavar as mãos do mundo que não lavou as tuas.
Quem me quer mudar não me quer conhecer.
Eu não tenho nada meu: os cães içados do mar escalam as rochas, os dialectos soltos perderam-se na esplanada dos dias que já não são de ouro.
Foi no teu amor que algo se perdeu.
Não tens que ver, já nem sequer de amar: imaginei um abraço: o meu queixo pousado no teu ombro e eu viajando no teu perfume pelos trilhos do silêncio: homem só, cerveja na mão; guitarra na boca, carros a gritar convidando-me para morrer: prefiro não olhar; a chuva nos meus dedos lembra-me para me esconder.
Chego à casa onde ninguém quer morar, com os pés prontos para não entrar; vejo-me a correr para o fim.
Os corredores perderam as certezas: não maltratam a paz: – olhem para a verdade!: ela como o Sol, pode cegar; é antiga e muitas são as formas de a sentir – quando tivermos força para calar, talvez haja tempo para escutar.
Falso Graal.
A dor de ter de errar: o mergulho de regresso.
Vou abrindo ao medo as minhas mãos.
Edit: a pedido de várias famílias habemus link do Nuno
E depois de uma guerra pegada entre wordpress, vimeo e a minha pessoa (da qual saí claramente derrotada) apenas posso dizer que o vídeo pode ser visto aqui e que “Meio bicho e fogo” também pode ser ouvido aqui. Mais informações aqui, aqui e, obviamente, aqui.
Edit:
Obrigada pelo aviso e graças a Deus pelo youtube
O Governo “Meio bicho e fogo”